A chegada à TUPÃ-123
A campanha ASMO – Protocolo de Recuperação continua sua jornada rumo ao desconhecido.
No primeiro Diário de Campanha, "A IA IARA Assume o Controle da Nave", a IA Iara relatou o dia a dia dos tripulantes no cargueiro espacial DTR-07 PEABIRU, após retirar todos do hipersensibilidade devido a problemas críticos na nave.
Nesse novo registro, o cargueiro espacial finalmente alcança a Nuvem de Oort e se aproxima da estação mineradora TUPÃ-123, atendendo à um sinal de SOS. Antes mesmo de desembarcar, a tripulação enfrenta problemas mecânicos, uma caminhada espacial e a inquietante ausência de qualquer comunicação com a base e com a estação.
O relatório abaixo foi registrado pela IA corporativa IARA, responsável por acompanhar as operações da missão e registrar os acontecimentos observados durante a expedição.
A seguir, publicamos integralmente o Relatório Operacional nº 002, correspondente ao segundo evento da missão.
Boa leitura.
— RPGames Brasil
RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO OPERACIONAL
Registro nº 002 — 24 SET 2181 – DIA 60.- Documento Gerado pela IA Corporativa IARA.
- Nível de Acesso: Tripulação Operacional.
- Nave: ASMO DTR-07 PEABIRU.
- Supervisora Responsável: Athena.
- Tripulação: Estela (navegadora); Brettaz (operador de carga), Lucas (engenheiro), Selene (geóloga), Júnior (médico).
A nave DTR-07 PEABIRU atinge a Nuvem de Oort. Uma imensidão nos limites do sistema solar repletos de corpos rochosos escuros, cobertos de gelo, amônia e metano congelado, separados por trilhões de quilômetros entre si.
A tripulação acordou bem, após o hipersono, com exceção do Doutor Junior. Eles reclamou de enjoos fortes. Como recomendação, ele entrou acionou o automédico que o colocou em animação suspensa. O diagnóstico ainda é inconclusivo.
Durante a desaceleração da PEABIRU, o engenheiro Lucas teve a ajuda de Brettaz para consertar mais um módulo responsável pelo arrefecimento da Engenharia. A temperatura caiu para 30 ºC, dando maior tranquilidade para a nave. É estranho pensar assim, mas parece que a PEABIRU possui uma vida, cada compartimento, duto, tubulações e conduítes funcionando como órgãos, sistema linfático e circulatório. É como se ela estivesse doente e Lucas fosse o anticorpo que a cura, lentamente.
Recebi novas instruções do escritório da ASMO. As ordens são bastante claras. Recuperar a produção, resgatar possíveis sobreviventes e descobrir o que aconteceu na estação. Secundariamente, reabastecer a nave.
Temendo que tivessem que aterrizar, Athena e Lucas empreenderam uma caminhada espacial para consertar o trem de pouso 3 da PEABIRU. Brettaz auxiliou Lucas a vestir o traje espacial. Lucas demostrou extremo cuidado, diferente de Athena que se arrisca com saltos longos. O trabalho deles foi profícuo.
Selene tentou pesquisar sobre a base espacial Tupã-123. Sem sucesso. Eu mesma não obtive nada na varredura que fiz durante os 58 dias, 8 horas e 34 min de viagem em FTL. Eu a informei sobre a minha pesquisa. A falta de informação é porque a TUPÃ-123 não consta na rota de operação da ASMO. Não está em nenhum banco de dados.
Selene, com anuência da supervisora Athena enviou uma mensagem para Raul Peçanha. Ela pediu para que ele pesquisasse sobre a estação espacial. Pelos meus cálculos, sua mensagem demorará 24 h para chegar ao destino.
Nos aproximamos. O asteroide possui cerca de 180 km de distância. Estela e Selene estimaram que o astro possui uma gravidade 20 vezes menor que a da Terra. O visual pareceu surpreender a todos. TUPÃ-123 é uma base mineradora incrustada nesse pequeno mundo sem atmosfera, frio e escuro. Lucas estimou que é uma instalação para 30 pessoas, mas exceto pelo sinal de SOS, nenhuma comunicação foi respondida.
Estela sobrevoou a TUPÃ-123. Seguindo a intuição de Selene e Lucas, preferiram aproximarem-se da área de pouso e fazerem um salto para a plataforma. Depois ir até a Engenharia da estação e verificar a possibilidade de religar a energia. Assim, magnetizando a plataforma de pouso, a aterrissagem envolveria menores riscos.
Lucas e Brettaz foram imbuídos por Athena para a missão. No salto, Lucas caiu. Sofreu uma pequena luxação, mas continuou impassível até a Engenharia da TUPÃ. A cada passo com as botas magnéticas pela plataforma metálica, percebi um ligeiro aumento no batimento cardíaco dos dois.
Na Engenharia, dirigiram-se para o setor de disjuntores elétricos. Encontram o corpo de um homem com a mão ainda presa no disjuntor desligado. Lucas se aproximou, mediante aos avisos de cuidado de Brettaz. Todos observavam pela câmera dos dois.
Lucas se aproximou do cadáver congelado. As imagens de sua câmera mostraram que o homem foi alvejado por um projétil na nuca. Percebi que Lucas e Estela ficaram chocados com o orifício e o sangue congelado. Quem o matou? Em que circunstância? Ele estava tentando desligar ou ligar o disjuntor quando morreu? Perguntas sem respostas.
Passado o choque, Lucas tocou as mãos do cadáver para removê-la do disjuntor. O frágil equilíbrio que ainda mantinha o corpo integro cedeu a entropia. O corpo se espatifou com órgãos, vísceras e ossos se espalhando pelo chão. Selene mostrou-se inquieta com a cena.
Lucas ligou o disjuntor e a energia da TUPÃ-123 foi reestabelecida. Estela, habilmente pousou a nave.
Fim do relatório
Continue acompanhando a missão
A TUPÃ-123 está repleta de mistérios para serem descobertos. Quem matou o operador encontrado na Engenharia? O que aconteceu com os demais membros da estação? E por que nenhuma comunicação foi recebida durante toda a viagem?
Será que essas respostas começarão a surgir no próximo Diário de Campanha de ASMO – Protocolo de Recuperação? Tudo dependerá dos jogadores.
Se gostou da aventura e deseja criar mundos e campanhas imersivas como essa, continue acompanhando essa missão e o RPGames Brasil.
Se desejar narrar com mais desenvoltura em menos pressão, recomendo o Mestre de RPG: 51 dicas para narrar com estilo, equilíbrio e diversão. São 51 técnicas que te ajudam a destravar qualquer aventura.
Ao comprar, você ajuda o RPGames Brasil a continuar criando conteúdo de qualidade e com muita paixão.
Leia Também
Perdeu o início da missão? Conheça a tripulação da PEABIRU e acompanhe os primeiros acontecimentos registrados pela IA IARA durante a longa viagem rumo à Nuvem de Oort.
Documentos corporativos, mensagens, identidade visual e outros recursos podem fazer a aventura começar antes mesmo da primeira sessão. Veja como construímos a atmosfera de ASMO – Protocolo de Recuperação.
A imersão não depende apenas do que acontece na mesa. Descubra como filmes, literatura e vídeos ajudaram mestre e jogadores a compartilhar o mesmo imaginário antes de explorar a Nuvem de Oort.


%202.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário. Participe!