O nome do Vento


A Crônica do Matador de Rei: Primeiro Dia

- por Filipe Lutalo

O livro de Patrick Rothfuss figurou na lista dos mais vendidos do The New York Times. Publicado no Brasil pela Editora Sextante em 2009, 651 páginas.
A Sextante posiciona logo no início do livro o mapa intitulado Os Quatro Cantos da Civilização. Trata-se de um mundo de fantasia medieval, onde a história de Kvothe, filho de líder de uma trupe itinerante se desenrola. Alerto que não se deve esperar um mundo de alta magia. Ela existe, porém está em pequenas situações como em objetos encantados.
A Crônica do matador de Rei: primeiro dia, leva o leitor a relacionar aos dias que o personagem dispõe para contar a sua história. Portanto, acredito que o autor dividiu o romance em três volumes também.
Kvothe é um homem misterioso, dono de uma taverna chamada Marco do Percurso. Instigado por um escriba, ele inicia o relato de sua história, partindo de sua infância até seus primeiros períodos na universidade. Na univerisidade, ele buscará entender mais sobre o Chandriano, mas não será fácil. Esse é o mote do primeiro volume.
Considero a narrativa lenta. Não pela linguagem utilizada na tradução, que alias é bastante agradável, mas pela forma como a história é contada; Patrick Rothfuss é detalhista. Esta característica ele transfere para o personagem que descreve minunciosamente suas vivências.
O primeiro dia é uma introdução para a verdadeira aventura e para a construção da personagem. O menino Kvothe precisa aprender a lidar com o assassinato dos pais, a cuidar de si e após ser aceito na universidade, dominar os conhecimentos necessários para ser um arcanista. Sem muitas surpresas, a história se mostra envolvente, sem furos e bem construída.
Recomendo a leitura, serão horas agradáveis conhecendo as peripécias do homem tem o seu nome relacionado a muitas lendas. Como a própria orelha do livro traz, Kvothe será conhecido como o Kvothe, o Sem-sangue; Kvothe, o Arcano; Kvothe, o Matador de Reis.
Boa leitura!


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