Chamado de Cthulhu

Estórias de arrepiar
por Filipe L. Dias

Quem acompanha o RPGames Brasil, há algum tempo fiz a cobertura da entrega das recompensas do financiamento coletivo promovido pela Terra Incógnita de o “Chamado de Cthulhu”. O lançamento do livro aconteceu na Leitura Savassi e foi muito show. Depois de ler o tomo, é hora de falar das minhas impressões.

Chamado de Cthulhu, em sua sexta edição, possui capa dura e 364 páginas em papel fosco Lux Cream. Foi escrito por Sandy Petersen e Lynn Willis. A tradução é de Mauro L. Amado, Pedro Ziviani e Karam Hamdam. As ilustrações, de Walter Pax, em preto e branco e o ar fotográfico colocam os jogadores dentro de um jornal ou diário horripilante da década de 1920.

São cinco capítulos. O primeiro, intitulado “O Chamado de Cthulhu” é um conto que cria o clima do jogo. Depois de lê-lo, recomendo assistirem ao filme The Call of Cthulhu, de 2005, que já falamos aqui.

O capítulo segundo, “Sistema de Jogo”, me surpreendeu. Trata da criação de personagens que é um misto de jogadas de dados e distribuição de pontos. Além disso, apresenta as regras e habilidades, sanidade e insanidade, e magia.

Os capítulos “Referências”, “Aventuras” e “Utilidades” dão todas as dicas para mestres e jogadores desenvolverem os mitos de Cthulhu e viverem aventuras horripilantes.

Posso dizer que todo o jogo prima pelo roleplayer. Aqui, os jogadores que assumem os papéis de investigadores devem se preocupar mais em descobrir o que está por trás do manto de mistério e suspense que cercam as estórias do que sair se envolvendo em tiroteios. Força física é inútil contra muitas criaturas, portanto, recomendo usar a cabeça, enquanto tiver sanidade.

O sistema de regras é outro ponto interessante do jogo. Baseado no D100, ele é para ser rápido nas tomadas de decisões e ajudar em manter o clima e o ritmo da investigação.

O Chamado de Cthulhu é um jogo que com certeza vou mestrar. Investigadores, cuidado com as sombras. Elas escondem enormes terrores.

6 comentários:

  1. Parece realmente muito interessante. E é incrível como essa temática lembra o universo de Conan. Compreensível, já que os dois escritores eram amigos, mas ainda assim, é interessante notar os elementos em comum em duas mitologias que aparentemente são completamente diferentes.

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    1. Um autor conversa com o outro como um texto conversa com o outro. As semelhanças não são coincidências.

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  2. Encontrei outros dois filmes baseados no conto do Lovecraft, além daquele mencionado no texto, são eles: "O Horror de Dunwich" (1970) e "O que Sussurra nas Trevas" (2011). Parecem legais, estou baixando.

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    1. Teremos que assistir. Com certeza se não perdermos a sanidade antes. hahhahahahaha

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    2. Ah, com o tempo vcs acostumam HAHAHAHAHAHAHA!

      Eu tenho a 3a edição do CdC, que já é fodástica. imagino o quanto a 6a não deve ser doida!

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    3. José, não conheço a 3ª Edição, mas gostei muito dessa que adquiri.

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