Violentina

Conheça o Violentina: um RPG alternativo 100% Brasuca!!! (por José Bones)

Ainda em fase de playtesting, Violentina está dando o que falar! Em primeiro lugar, pela estrutura de narração que ele propõe, totalmente diferente dos RPGs convencionais. Em segundo, pela forma – ainda inédita no Brasil – como ele é comercializado: o crowdfunding.

Violentina é um jogo desenvolvido por Eduardo Caetano. Ele é inspirado em filmes como Pulp Fiction, Kill Bill, Bastardos Inglórios e outras obras de Quentin Tarantino, assim como de outros diretores pouco ortodoxos. É um RPG com uma temática madura, que fala sobre Violência, Vícios, Volúpia e Vingança. Não há uma ordem cronológica nos acontecimentos, tal qual nos filmes Tarantinianos. Tudo é baseado em enquadramentos de cena e na criatividade de todos os participantes.

O sistema de jogo usa cartas e fichas de pôquer, como num cassino. Os Personagens dos Jogadores são construídos coletivamente, pois outros jogadores podem determinar algum Desejo ou Elo do seu PJ, de acordo com a carta que tiverem lançado. O controle narrativo também é distribuído de forma equilibrada entre os jogadores. Entre outras coisas, a estrutura básica da história é montada pelas cartas lançadas pelos Jogadores, chamadas de Sementes da Trama. Todos são narradores durante a sessão de jogo, em rodadas alternadas. E mesmo numa rodada em que você não estiver narrando a história, o sistema de jogo lhe permite influenciar nos acontecimentos da trama, independente do que o seu personagem estiver fazendo.

Ao invés de um Mestre de Jogos, há o Fudido. Ele é o cara que embaralha e distribui as cartas, faz as anotações e todo o resto do serviço “braçal”. Mais hilário ainda é a forma de determinar quem será o Fudido de uma sessão: é aquele que tiver menos dinheiro na carteira.

Violentina vem sendo comercializado através do sistema de crowdfunding – ou  financiamento coletivo. Este método consiste em bancar um projeto através da contribuição antecipada daqueles interessados na iniciativa. Se o valor estipulado para a execução do projeto for alcançado, ele acontece e todos os colaboradores recebem recompensas previamente combinadas de acordo com o que patrocinaram. Se o valor não for alcançado, o projeto volta para a gaveta e nenhum colaborador é cobrado. É como se tornar um consumidor, mas também um micro-sócio do projeto. Se o mesmo der certo, você recebe o produto final, como um consumidor normal. Além disso, você recebe alguns brindes exclusivos, feitos apenas para os colaboradores. Porém, se o projeto der errado, você não perde nada.

As vantagens deste método de comercialização já são visíveis. Violentina está a meio passo de se tornar uma realidade. A Secular Games – editora que publicará o jogo – iniciou a campanha de financiamento coletivo dia 01/08 e que durará até 31/08. A meta era alcançar os dois mil reais necessários para a execução do projeto. Era... porque em pouco mais de dez dias já haviam sido arrecadados cerca de cinco mil reais! E o valor aumenta a cada dia, assim como os brindes para quem colaborar com o projeto.

Para aqueles que estão rasgando a própria face de tanta curiosidade, Violentina vem sendo desenvolvido por Eduardo Caetano de maneira aberta. A versão mais atual do jogo pode ser baixada de graça – recebendo críticas e sugestões da comunidade RPGística, essenciais para o desenvolvimento do jogo. Veja também no site da Secular Gamesi mais detalhes sobre o Violentina e a campanha de financiamento coletivo

3 comentários:

  1. Pelas palavras do José Bones, foi muito bom o jogo! Eduardo parabéns pelo trabalho e sucesso para o Violentina!

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  2. Um RPG q eu recomendo. Eduardo vc tem as manha! Tô d olho num kit do Violentina no Caixão. C eu tiver a grana até lá, talvez eu até faça um vídeo do tipo "unboxing" do Violentina. Vamu v.

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