26° Quero Jogar RPG: Eu tava lá!


 O que rolou!
(por José Bones)

Dia 16 de Dezembro. Domingão. Duas horas da tarde. Lá estava eu, indo em direção ao Centro Cultural da UFMG, após o meu trabalho. Ali iria rolar a última edição do QJRPG de 2012. Eu havia me inscrito para “mestrar” o RPG das Aventuras do Barão de Münchhaussen. Se é que esta é a palavra correta, já que se trata de um jogo de narrativa compartilhada. Apertei o passo, pois poderiam já estar me esperando.

O evento viera em boa hora, pensei comigo mesmo. Precisava espairecer um pouco. Ainda mais depois de sábado. Insistira em vão com a minha mulher para irmos ao cinema assistir um filme que eu estava doido para ver – advinha qual? Mas ela me disse que esses filmes “lesos” só têm graça para mim e meus amigos RPGistas, e que por isso não iria ver “O Robert” comigo. Muitos jogadores casados ou com namorada sentem na pele o que eu senti naquele momento. Um misto de raiva e frustração, por ser incompreendido.

Mas parei de devanear quando avistei um amigo meu, Lucas, e sua namorada Carol. Estavam entrando no CCUFMG, e ambos haviam marcado de jogar na minha mesa. Cumprimentei-os e entramos para a sala dos jogos. Logo após, mais dois jogadores se juntaram a nós, o Cochise e o Rodrigo “Pingüim”. No RPG das Aventuras do Barão de Münchhaussen, cada jogador representa um membro da elite do século XVIII, narrando os seus feitos da forma mais extraordinária e absurda possível. Não irei falar muito sobre o jogo, poiso blog Sociedade dos Rpgistas Mortos fez uma excelente resenha. Como o jogo envolve bebidas e apostas, eu pretendia abrir uma garrafa da minha adega de licores para servir aos jogadores durante o jogo. Infelizmente, devido às regras do CCUFMG, não pude fazê-lo. Acabei então por oferecer o licor para quem contasse a melhor história, como prêmio. Isso porque esse jogo, ao contrário da maioria dos RPGs, possui um vencedor ao seu final. Demos muitas risadas, além de haver alguns duelos até a morte. E a vencedora foi a Carol, que ganhou uma garrafa de licor de chocolate branco, produzida por este que vos tecla. Ela narrou as suas desventuras amorosas que a levaram a derrotar um exército de Hussardos na Alsácia com salsichas de Viena.

Havia muitas figurinhas tarimbadas no evento. O Eddy, o Rodrigo, o Fábio e o Igor, fundadores do evento, trouxeram jogos bem interessantes. Não tive tempo de jogá-los, já que meu grupo já aguardava na mesa. Mas fiquei muito curioso a respeito de um chamado Cthulinária Miskatônica, onde você é um chef que prepara pratos usando as criaturas do mito de Lovecraft. Houve também a presença de mesas como a do Tio Nitro – do Blog Nitro Dungeon – e do Allan – criador do RPG Cachorros Samurais e Biscoitos – além de muitas outras que abrilhantaram o evento.

Eu também ganhei um prêmio, uma revista autografada pelo autor Daniel Carvalho, de quadrinhos experimentais muito bacanas. Outros prêmios foram sorteados entre os que se inscreveram no site do QJRPG, como um exemplar de O Hobbit em quadrinhos. Essa foi uma forma de incentivo para que as pessoas cadastrem-se como mestres ou jogadores com antecedência, deixando assim as suas mesas reservadas. Aliás, o pessoal da organização evento está de parabéns pela infra-estrutura, conseguindo patrocinadores que contribuíram com prêmios, comes e bebes para os jogadores.

Após o evento, eu, o Lucas, a Carol e o Cochise fomos ao Bob’s para jogar mais. Jogamos Cthulhu Dice de Papel e Dados Illuiminatti. Até percebermos que ali poderíamos jogar Barão Münchhaussen usando as bebidas, já que por sorte eu ainda tinha uma garrafa de amarula também de minha adega. Neste ponto, as histórias que surgiram foram muito mais hilárias. Mas não poderei descrevê-las aqui. Porque o decoro típico dos nobres, a esta hora, já havia ido parar nas cucuias!

Voltei para casa satisfeito depois desse QJRPG. Não antes de trombar com um velho amigo, num boteco no caminho, e terminarmos de beber aquela amarula que citei anteriormente. Mas isso já é outra história.

Como o mundo não acabou, aguardo ansioso pelas próximas edições do QJRPG. Este foi o último evento previsto no contrato de concessão de uso do espaço do CCUFMG. Sede esta que abriga não só o evento em si, como também o Clube de Jogos Sétima Armada. Este tem uma fundamental importância na organização do QJRPG, além de fomentar o nosso hobby, mantendo a chama do RPG acesa. Até o fechamento desta matéria, ainda não havia indicativo da renovação deste contrato. Portanto, torço, junto com os demais RPGistas de BH, pela permanência do Quero Jogar RPG no Centro Cultural, mais central e acessível do que a “Sede Campestre” da Lagoa do Nado.

6 comentários:

  1. Queria agradecer ao pessoal do QJRPG por esse evento. Se não fosse ele, eu NUNCA teria tido a chance de jogar o RPG do Barão. Porque pro meu grupo, só o GURPS q presta, GURPS é perfeito, GURPS cura espinhela quebrada, GURPS corta mau-olhado, GURPS traz a pessoa amada em 7 dias e etc.

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    1. José, confessa, você é apaixonado com o GURPS também! Não é a toa que jogou tanto tempo e está bebendo nessa fonte (kkakakkakakaka)!

      Tirando a zuação, o QJRPG é uma ótima oportunidade para conhecer jogos novos e sair da mesmice!

      Grande abraço!

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  2. Druida, nada contra o GURPS. O problema q só ele o tempo td enjoa. Existem outros sistemas e outros jogos tão bons qto ele.

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    1. Concordo e assino embaixo! A questão é achar jogadores dispostos iniciarem novos sistemas. O QJRPG é um ótimo lugar para encontrar gente com a mente aberta.

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