VAMOS PÔR ORDEM NESSA BODEGA!!! – Parte II



Martelo, martelão
(por José Bones)


Na parte I do artigo, abordei como lidar com os Jogadores Advogados de Regras. Agora, aprenda a dominar o jogador cabeça de martelo.

Existem alguns jogadores que SEMPRE irão martelar a mesma tecla para resolver os problemas que os seus personagens encontrem. Os dois exemplos mais típicos de jogadores cabeça-de-martelo são aqueles que querem resolver tudo com diálogo ou na porrada. Eles costumam fazer personagens que vão de acordo com o seu estilo, personificando Mercadores, Bardos ou Ladrões, no primeiro exemplo, ou então Bárbaros, Anões, Orcs, Assassinos e outros tipos sanguinários no segundo.

Muitas vezes eles recorrem a este recurso mesmo representando um personagem que não condiz com o seu estilo de interpretação, criando alguns absurdos como Ogros simpáticos e Bardos com sede de sangue.

Não é problemas criar personagens exóticos, - este é um dos desafios do RPG - mas o problema é que entra personagem, sai personagem e o jogador não evolui, ficando preso às mesmas atitudes de sempre. Além do mais, a sua sociabilidade ou sanguinolência excessiva podem atrapalhar o decorrer da Aventura, estragando toda a história preparada pelo Mestre ou impedindo que ela se desenvolva.

Há três soluções para estes casos. A primeira é usar a regra adequadamente. Dê redutores altos para ações particularmente difíceis. Isso reduzirá a chance de o jogador acertar todos os golpes, mesmo que tenha um nível de habilidade alto. o ladrão tem um redutor de -80% na sua Persuasão para fazer com que um vilão mais poderoso do que o grupo se renda, por exemplo.

A segunda, utilize sempre o BOM SENSO. Se a ação é impossível, ela não pode ser executada. Um guerreiro ao tentar acertar um Fantasma, perceberá que sua arma é ineficaz contra um ser intangível.

A terceira opção é o uso do sistema de “ação e consequência”. Tudo que os personagens fazem volta-se contra eles sempre que tiverem uma linha de ação inadequada. Assim, quanto mais eles teimarem no erro, mais estarão cavando as suas próprias covas. Um guerreiro poderia ter a cabeça posta a prêmio pela guarda da cidade depois de matar um simples camponês ou um soldado raso. Ele seria caçado até conseguir fugir da cidade, o que não seria nada fácil com todos almejando a gorda recompensa.

2 comentários:

  1. Não curti muito as sugestões. Foram todas voltadas as regras. Eu acredito que a melhor forma seja colocar estes personagens em ocasiões onde eles não podem fazer o que mais sabem fazer.

    Exemplo, ponha o matador assassino para discutir com um desconhecido antipático, mas não uma ameaça real, e depois surpreenda o jogador afirmando que aquele era na verdade um dos conselheiros do rei. =)

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    1. WoD, sua sugestão é interessante, fiz isso uma vez. O problema é que os PCs assassinaram o contato porque acharam ele muito arrogante. Na época, não tinha muitos limites para os personagens e nem usei da dica de "ação e consequência". Os PCs ficaram impunes e a aventura acabou, pois não tinha como continuar. :(

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