Sorrindo para a morte


Nem sempre é a sua hora
(por LAN, editado por Filipe L. Dias)


Territórios nômades, um terra selvagem. Onde a lei do mais forte impera. Onde números não fazem diferença.

Um grupo de mercenários megalanos adentra neste território em busca de pilhagem e escravos, dinheiro fácil em sua terra natal. Enquanto seguiam rumo a uma vila onde teriam o que procuravam, cruzaram com um grupo de caça. A luta foi sangrenta alguns mercenários tombaram, mas por fim acabaram por vencer o grupo de guerreiros nômades.

No meio de tudo aquilo, estava Andrius um rapaz tão jovem que não deveria estar ali. Não havia feito o teste de virilidade, aquilo que define o homem nos territórios nômades. Ele havia observado a luta à distância, impossibilitado de lutar ao lado de seus irmãos e agora se encontrava encurralado pelos megalanos.

Atrás, um penhasco que levava a rochas pontiagudas e a morte certa. A sua frente, um grupo de mercenários com sede de sangue. Andrius apesar de não ser um homem, demonstrava ser um nômade com um pequeno machado em sua mão esquerda, e uma espada na direita. Ele não tombaria sem levar alguém com ele.

Os megalanos sorriam. Eles sabiam que haviam vencido pelo numero, mas números não fazem diferença nos territórios nômades.

Andrius olhava aquele grupo. Para ele, o tempo parecia passar mais devagar, como se sua vida fosse sugada lentamente. Então ele olhou para o grupo de mercenários, suas armas, espadas com uma lamina longa, algo para acerta um inimigo a uma distancia maior; uma vantagem e uma desvantagem igualmente. Uma arma longa era lenta e desbalanceada.

Andrius olhou por cima dos ombros dos megalanos e viu uma jovem que vestia um vestido negro semitransparente. Sua pele branca parecia ser lisa e macia. Um sorriso convidativo, como se o chamasse para se juntar a ela. Por alguns segundos, olhando aquela bela jovem, ele percebeu que, na verdade ela era a morte e então como se algo lhe acerta-se, ele teve uma revelação.

Andrius olhou para a jovem e começou a sorrir.  Ela vendo a sua alegria, demonstrou ficar mais alegre. O jovem nômade começou a rir, uma risada demoníaca e partiu correndo em direção ao grupo de megalanos.

Os megalanos não entenderam a atitude do jovem rapaz. Uma pessoa civilizada, ou nascida em um reino civilizado, teria jogado as armas no chão e se entregado, mas este jovem buscava a morte. Para Andrius, filho das terras selvagens, forjado no calor da batalha e no gelo do inverno, talhado na rocha dura e fria, ele sabia que a morte sorria e esperava, mas não por sua alma e sim de seus inimigos. Essa noite, ele realizaria o desejo dela.

O megalano mais próximo, na fila da frente preparou a sua arma. Ele sabia que podia acertar o jovem antes de ele chegar perto. Sua arma, longa e pesada precisa ser preparada, mas ele tinha tempo para isso, vendo o rapaz ainda longe.

Andrius avançou. Seu passos se tornaram cada vez mais rápido. Seu riso, uma gargalhada demoníaca buscando devorar a alma do inimigo. O megalano se preparou para o golpe de misericórdia, mas foi pego em um susto, ao ver o pequeno machado adentrando em seu peito. Ele foi arremessado para traz, não pelo impacto do machado, mas pelo susto do golpe que recebeu.

Ao cair, o megalano tropeçou em seus companheiros que estavam atrás e acabou por derrubá-los. Suas mãos tentaram agarrar seus companheiros que estavam ao seu lado, mas acabou por golpeá-los. A fileira estava quebrada.

Andrius não hesitou nem por um instante. Ele se arremessou contra o inimigo e desferiu golpes rápidos e mortais. O inimigo agora despreparado tentava fugir. Tropeçavam uns nos outros e gritavam de desespero, mas era inútil, o destino sorria para o jovem bárbaro, que sairia vitorioso do campo de batalha. Seu teste de virilidade se provou com o sangue de seus inimigos.

Ao fim da balhata, vários megalanos estavam mortos. Alguns com sorte, possuiam ferimentos graves, mas ainda estavam vivos. Andrius ferido, mas ainda em pé, olhava para a jovem e, com um aceno de cabeça, demonstrou o seu respeito.

A jovem fala algo, Sua voz não pode ser ouvida, mas no fundo Andrius compreende o que ela falou. Então a jovem voltou a sorrir, se virou e foi embora deixando aquele campo vermelho, coberto de sangue.

Andrius ainda rindo se volta na direção de sua vila, com um história de bravura para contar para todo seu povo.

4 comentários:

  1. Esse jovem bárbaro saltou de um precipício e cravou a espada sobre um dragão!Um dos combates mais dramáticos e todas as nossas aventuras!

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  2. Essa é outra história épica q vc devia narrar, Lan. Mto fodástico seu texto.

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  3. Vc tb devia narrar a tabelinha Andrius e Asno. A gente era uma dupla porradeira.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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