Hammerblood 2 – Capítulo VI



Blackwolves (por F.L.Dias)


O grupo deixou Blacksmith pela manha e foi ao encontro de Dasarath, numa torre abandonada à leste da cidade. Assim que estava de posse dos ídolos, o feiticeiro foi embora e avisou a Nihill que em breve eles se encontrariam. Nihill devia muito para a seita de Dasarath.

Deckerd resolveu partir para Mégalos, pois achou que poderia encontrar melhores empregos na capital do império. Assim, Araor, o feiticeiro; Nihill Twohanded; Elster, o Halfling e; Traver partiram para Hidelban.

Foram necessários dois dias de marcha até a cidade. Quando chegaram tiveram uma grande surpresa. Cinco mil soldados estavam acampados na planície em frente à cidade. Ao comando do Duque Cuin, o exercito partiria para a guerra. O alvo do ataque com certeza era Kethalos.

Hidelban era uma cidade grande que ficava às margens do rio Bressel. Grossas muralhas de pedra e um fosso largo protegiam os habitantes. No centro da cidade, o castelo se erguia sobre o ponto mais alto, o que dava uma visão privilegiada de toda a cidade e da planície ao redor.

Os quatro aventureiro se disfarçando de mercenários, se misturaram ao exercito. Nihill então resolveu alistar-se como mercenário em alguma guilda. Pensava ele que o disfarce de mercenário poderia ser perfeito para que eles entrassem na cidade e pudessem andar livremente com as suas armas. Para a sorte deles os Blackwolves estavam contratando.

***

Colossos havia sido contratado para ir a Hidelban e investigar sobre o filho de Eöul Hammerhand. Depois de se envolver em uma briga com um reptante, um homem encapuzado o abordou.

- Você luta bem. Gostaria de trabalho?

- Claro – respondeu Colossos.

- Me acompanhe – falou o homem guiando o homenzarrão até o acampamento dos Blackwolves.

Eis que a sorte reuniu Araor, Elster, Nihill e Colossos novamente. Após serem aceitos no grupo, cearam e receberam ordens para descansar. Traver apareceu no meio dos mercenários e falou que os aguardavam ao meio dia do dia seguinte, na taverna Barril Furado. Ele acreditava que alguem lá poderia ter alguma informação do garoto. Depois se decidiu e deixou o acampamento tão sorratero quanto entrou.

Pela manhã passariam pelo rito de admissão ao grupo. Assim que o galo cantou, todos os blackwolves se dirigiram para a cozinha improvisada do acampamento. Comeram uma espécie de mingau de aveia, até que ouviram a trompa do sargento. 

Todos então se reuniram no acampamento.

- Os novatos se aproximem – falou Garren, um homem nos seus 40 anos e barbas e cabelos bem grisalhos. – Vocês faram o juramento e brindarão aos blackwolves. A frente do quatro aventureiros, uma moringa com uma cabeça de lobo empalhada servindo como tampa descansava.
Garren retirou a cabeça e um cheiro horrível saiu da moringa. Seguindo a indicação do sargento mercenário, eles encheram seus copos. Ao sinal de Garrem, repetiram as palavras que entoadas pelo mercenário:

- “Nós, juramos lealdade à guilda; nos vingarmos de qualquer insulto; nunca atacar um companheiro a não ser em combate justo; todo inimigo de um companheiro é nosso inimigo; somos Blackwolves”.

A bebida de cheiro horrível tinha um aspecto amarelo. Araor, Colossos e Nihill beberam de um só gole segurando o vômito. Elster foi o único que se negou a beber, e despejou no chão a conteúdo de seu copo.

- Coloque-o a ferros por essa insubordinação – bradou o sargento.

4 comentários:

  1. Muito bom! Vejamos o que aguarda Elster no próximo capítulo...

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  2. Rsrsrsrsrsrsrs! Um bom castigo é importante para ensinar disciplina ha um rebelde.

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  3. ouou, isso não está me cheirando bem (no sentido do acontecimento e no sentido da bebida)

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  4. Imprudencia do Elster. Qdo vc tá no inferno, o jeito é abraçar o Capeta.

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