Desfecho do caso de Aline



O caso do assassinato de Aline Soares em Ouro Preto, durante a "Festa do 12", recebeu da mídia em 2001 uma ampla cobertura. O inquérito realizado pela polícia ouropretense, acusou quatro jovens de assassinarem a garota, durante um jogo de RPG. A única prova de que o jogo teria influenciado os supostos autores foi apreensão  de três livros de RPG na república em que os jovens se encontravam.


Sem provas concretas de que os acusados seriam realmente os autores do crime, o julgamento iniciado em 1º de julho de 2009, inocentou Edson Poloni Lobo de Aguiar, Cassiano Inácio Garcia, Maicon Fernandes Lopes e Camila Donabela Silveira, que é prima da vítima.

Durante o inquérito, a perícia técnica encontrou vestígios de drogas na vítima. Algumas testemunhas, perenemente ignoradas no inquérito, informaram que viram a vítima conversando com um suposto traficante no dia da tragédia. Especialistas em crimes de estupro, acreditam que, provavelmente, Aline foi abordada pelo traficante e obrigada a ter relações sexuais com ele. Possivelmente, por causa de uma dívida de drogas. Ela, ao tentar resistir teria sido esfaqueada até à morte.

Os quatro inocentados, foram acusados erroneamente. Eles foram vítimas da mídia sensacionalista e da pressa do delegado em fechar o inquérito sem apurar fatos que poderiam ser relevantes para elucidar o crime.

Deixo aqui um último comentário: livros são capazes de empunhar uma arma, de agredir fisicamente uma pessoa, ou de assassinar uma jovem? Claro que não. Então, porque o RPG foi tão massacrado e colocado como o vilão neste caso? O que vimos foi a promoção de uma notícia, em uma cidade de interior, cujo intuito nada mais era que puro sensacionalismo.

Assista ao vídeo da sentença aqui!




(por F.L.Dias)

2 comentários:

  1. Eles noticiam o que querem noticiar
    Da forma que querem noticiar

    Valeu irmao!

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  2. Heleno, a questão para mim é que traficante que mata jovem não dá mais ibope.

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